Em 2012 um grupo de profissionais da arte e comunicação se organiza para saciar, a partir de intervenções urbanas, a necessidade coletiva de traçar novos diálogos entre SUJEITO X CIDADE. Assim surge a Cia Janela do Coletivo – nome escolhido pela quantidade enorme de horas que todos os integrantes passavam diariamente em transportes coletivos.

 

Na primeira intervenção, “Fio da Terra”, duas atrizes fizeram intervenções teatrais em praças públicas discutindo o papel da mulher na rua, no emprego, na casa e dentro do próprio corpo.

 

O projeto “Lambe que eu gosto” surgiu em 2013, sendo desenvolvido por meio de aulas na periferia de Osasco de Comunicação Comunitária para jovens, no qual o objeto em foco de estudo era o lambe-lambe e intervenção urbana.

 

Em 2013 ainda, seus integrantes se dedicaram a participar de vários eventos, festivais e encontros de teatro de rua e de comunidade, como o OcupaNise, no Rio de Janeiro, e o Encontro Comunitário de Teatro Jovem de SP.

 

Em 2014 a Cia Janela do Coletivo criou e desenvolveu o projeto “Retratos e Memórias”, que ocorreu dentro do Café Imaginário, na Ocupação São João, registrando imagens e colhendo relatos dos moradores e demais participantes, para trabalhar identidade e memória a partir da temática “casa”.

 

Desenvolveu em janeiro de 2015 a intervenção artística de rua “Mapeando o Amor”, dentro da programação “Amor Diverso” na unidade do SESC Ribeirão Preto, a qual resultou numa videoperformance que foi exibida durante 1 mês, in looping, numa parede da unidade. Este mesmo vídeo foi exibido em 3 datas diferentes de fevereiro, nos 3 bairros onde houve a intervenção artística.

 

No mesmo ano, desenvolveu o projeto de identidade e gênero intitulado “Identidade que não cabe no RG”, realizado no SESC Interlagos, projeto de artes visuais sobre o que é ser mulher, que contou com entrevistas e retratos de mais de 20 mulheres.

 

Ainda em 2015, em parceria com o Instituto Pombas Urbanas, foi produzido o videodocumentário “Mulheres da Cidade Tiradentes”, com roteiro, direção e fotografia de Tatit Brandão e também de dezembro a janeiro de 2015 o coletivo teve uma coluna feminista semanal no jornal Brasil de Fato chamada “1X5 MULHER- 1 retrato por 5 palavras”.

 

Em 2016, integrou o quadro de projetos do CENPEC e Itaú Social, desenvolvendo aulas para o Programa Jovens Urbanos com o curso “Exercício do Olhar Fotográfico”, realizado no CEU Inácio Monteiro, na Cohab Prestes Maia, no extremo leste da cidade.

 

Em novembro e dezembro, o grupo realizou o curso de fotografia “Respeita as Minas”, com duração total de 30 horas, no SESC Pinheiros, atividade que gerou exposição fotográfica num evento feminista - o 5o Sarau das Rosas, na Casa de Cultura do Butantã.

 

Em 2017 realizou a oficina Fotografia e Identidade no SESC Belenzinho, a oficina Fotografia e Gênero: o que é ser mulher? no SESC São Caetano e pelo Programa Jovens Urbanos desenvolveu a oficina de stop motion no Instituto Pombas Urbanas, no bairro da Cidade Tiradentes.

 

De outubro a dezembro, integrou a programação do SESC Carmo, coordenando aulas de fotografia intitulada "Retrato de Criança" e jogos lúdicos para crianças inscritas no Programa Curumim e também no Projeto Mini-Lab.​

 

Em março de 2018 participou do FestA! - Festival de Aprender, no SESC Osasco, com o projeto "Lambe-Lambe e Território" que, além da vivência nos dois dias na programação do evento, também contou com a pesquisa etnográfica prévia durante os meses de janeiro e fevereiro, para elencar os nove participantes que preencheram os painéis da cafeteria da unidade, que ficou em exposição até o final de maio.

 

O projeto LEIA-ME, realizado no SESC Itaquera em outubro de 2018, no Encontro Bimestral do Idoso, contou com duas artistas-provocadoras no auxílio da narrativa criativa na escrita de cartas ao se observar alguém desconhecido.

A intervenção artística Cítrica_s nasce em janeiro de 2019, no reencontro afetivo e artístico de duas Tatiana_s: uma nutricionista da dança e outra jornalista do teatro, que vêem o espaço da rua como melhor lugar para colocar em diálogo os temas que lhes são importantes. Aqui, as importâncias dizem respeito ao compartilhamento de memórias e a criação de um lugar de estar no meio da transitoriedade das pessoas da cidade.

Em setembro do mesmo ano, surge o trabalho Sinestésica_s, com a mesma dupla de Tatiana_s, a partir de uma encomenda do Museu-Capela de São Miguel Arcanjo. Inspirado na obra de Lygia Clark, com seus objetos relacionais, a proposta artística conta com estímulos sensoriais que despertam a memória de vivências passadas ou a narrativa de experiências inéditas e criativas.

Em constante construção...